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Aécio fica 303% mais rico em quatro anos como Senador

ricoDirigente do Partido dos Trabalhadores em Santo André, Humberto Tobé critica ausência do tucano no Congresso

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, teve o maior o aumento de patrimônio entre os principais concorrentes a chefia do executivo nacional. Em 2010, quando concorreu ao Senado, o tucano possuía R$ 617.938. De acordo com a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, este ano, o valor chegou a R$ 2.491.876, um acréscimo de 303%.

Para o secretário de comunicação do PT Andreense, Humberto Tobé, o tucano também deveria apresentar desempenho semelhante no congresso. “O crescimento do patrimônio do Aécio podia ser proporcional ao seu trabalho no Senado. Pena que isso não aconteceu ao comparar com a atuação parlamentar do Tiririca, que teve muito mais projetos e presença que o senador Aécio Neves”, explica.

Dilma aumentou em 64% o patrimônio desde que se candidatou pela primeira vez, ela passou dos R$ 1.066.347,47, em 2010, para R$ 1.750.695,64. Eduardo Campos declarou em 2014 posses no valor de R$ 546.799,50. Em 2010, quando disputou o cargo de governador de Pernambuco, ele afirmou que seus bens valiam R$ 520.626,04.

 Marcelo Araújo – Assessoria de Comunicação da Macro PT ABC

Mídia Tucana deu mais um tiro no pé

Vocês devem ter acompanhado o esforço desesperado e asqueroso da mídia de politizar o desabamento do viaduto em Belo Horizonte. Tentaram de todas as formas associá-lo ao governo federal, à Dilma e à Copa do Mundo.

Acontece que hoje a prefeitura de Belo Horizonte, controlada por uma ala do PSB totalmente aliada a Aécio Neves, não teve como fugir de sua responsabilidade. O secretário de Obras, Lauro Nogueira, num gesto louvável de coragem política (embora não de competência), deu uma entrevista coletiva à imprensa, e afirmou que a culpa é da prefeitura que contratou e fiscalizava, além da empreiteira, naturalmente.

Em entrevista publicada no Estado de Minas, o secretário de Obras da prefeitura de Belo Horizonte, Lauro Nogueira, esclareceu a questão da responsabilidade pelo desabamento do viaduto e assegurou que não se tratava de uma “obra da Copa”.

Nogueira disse que houve falha na fiscalização e que a culpa é mesmo da prefeitura.

“É uma questão de responsabilidade solidária, tem o concurso da prefeitura e da Sudecap [órgão municipal], especialmente nos serviços de fiscalização, que são complexos”, admitiu.

Vocês lembram das manchetes de ontem, não é? Os jornalões que integram o “núcleo duro” da oposição midiática, Folha, Globo e Estadão, publicaram praticamente a mesma manchete (imagem no início do post): “Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH”.

Pois é, tanto Nogueira quanto a própria prefeitura, que soltou nota oficial, deram ênfase num ponto: o viaduto não era uma “obra da Copa”.

O que, aliás, não é uma questão assim tão importante. O essencial é apurar responsabilidades e, sobretudo, as causas da tragédia. Apenas destaquei esse ponto por causa da ênfase da mídia em focar por esse viés, em vez de focar na (ir)responsabilidade das empreiteiras e da fiscalização municipal.

A declaração de Nogueira, publicada também no Estadão, põe em evidência a psicopatia eleitoral da nossa imprensa, que tentou faturar politicamente com uma tragédia.

A baixaria continuou hoje. Alvaro Dias, senador pelo PSDB, publicou uma foto do desabamento em seu Facebook, com os dizeres: “não basta superfaturar, tem que fazer mal feito”, ladeado de um carimbo onde se lê: “mensaleiros na cadeia”.

Hoje o Globo, na cobertura do assunto, publica um box editorial bem no meio da página.

O tiro no pé vem agora. Seria até engraçado, não houvesse uma tragédia como pano de fundo, com uma morte. O Globo mandou seus repórteres investigarem se a empreiteira responsável pelo viaduto tinha feito doações para partidos ou candidatos. O Globo descobriu que apenas “políticos” do DEM e PSDB receberam doações da Cowan.

Entre os partidos contemplados com doações da empreiteira, não está o PT. Se tivesse, com certeza seria manchete de capa.

Como não está, a informação vem no final da matéria, na parte de baixo da página, como que envergonhada. Pano rápido!

Fonte: Miguel do Rosário, Blog O Cafézinho

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