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Ana Perugini: Apagão da água, em São Paulo, é uma realidade

Uma das maiores transposições de água do mundo está em crise. Indiscutivelmente, uma das mais severas crises da história. Esse é o triste estágio do Sistema Cantareira, um conjunto de reservatórios, localizados, em sua maioria, na Região Administrativa de Campinas, que também leva água para o abastecimento de cerca de 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo. “É preciso ter coragem de dizer: estamos num momento de crise da falta d´água”, desabafa a deputada Ana, durante visita ao Sistema Cantareira, nesta segunda, 21/09, em áreas localizadas nos municípios de Vargem e Piracaia, ao lado de Bragança Paulista.

A parlamentar, de 2007 a 2014, na Assembleia Legislativa, foi coordenadora da Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp. Por várias oportunidades, desde 2009, denunciou o iminente apagão da água no Estado, o que colocaria em risco o desenvolvimento econômico, estratégico e social do Estado e do Brasil. Agora, na Câmara Federal, como integrante da Comissão de Minas e Energia, a deputada vai direto ao assunto: “É hora de transparência, é hora de dizer à população paulista o que se passa no sistema de abastecimento de duas das mais importantes Regiões Metropolitanas do Brasil: a de Campinas e a de São Paulo”.

Agir com transparência é a forma mais adequada de lidar com o problema, no entendimento da deputada Ana. “O Governo do Estado de São Paulo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) precisam estabelecer o diálogo com a população. Conscientizar a todos os segmentos sociais dá a oportunidade de a população decidir. Acima de tudo, economizar água pelo bem comum”, argumentou ao concluir a visita aos reservatórios Jaguari-Jacareí, em Vargem e Joanópolis, e o Cachoeira, no município de Piracaia. Às margens das represas, um cenário que nada combina com as boas práticas da ecologia, e da preservação dos mananciais: a ausência de mata ciliar. Lamentável, frisa a deputada.

Em defesa da outorga por 10 anos

Na quinta-feira, 17 de setembro, Ana foi até a Agência Nacional de Águas em Brasília. Na conversa com Vicente Andreu, diretor-presidente da Agência, ela defendeu o tempo de 10 anos para a nova outorga do Sistema Cantareira. Assim, aproveitou a oportunidade para contestar a proposta do Governo do Estado de São Paulo, baseada numa autorização para operar o Sistema Cantareira, por meio da Sabesp, pelo tempo de 30 anos. “Minha tese está sustentada na visão apresentada pelo Comitê e pelo Consórcio das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), no processo de negociação, cujo prazo se expira no próximo dia 31 de outubro”, salientou a parlamentar, que, em Brasília, também integra as Comissões da Crise Hídrica, Educação e Licitações.

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