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Contra violência doméstica, Santo André inicia projeto socioeducativo

*** Encontros com agressores acontecem semanalmente; trabalho é parte de um processo de estímulo à análise das atitudes que cometeram ***

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, lançou nesta quinta-feira (12), no Salão Nobre do Fórum de Justiça – Comarca de Santo André, o projeto “E agora José?”, um trabalho socioeducativo realizado com homens autores de violência doméstica contra mulheres. A ação, coordenada e articulada pela Prefeitura, tem parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a Secretaria de Administração Penitenciária.

O projeto tem início de maneira experimental com 15 homens, desenvolvendo metodologias que estimulam o trabalho de reflexão destes agressores, por meio de dinâmicas de grupo. Durante o desenvolvimento das atividades, um psicólogo e um sociólogo supervisionam as ações desenvolvidas, avaliando resultados. O “E Agora José?” é parte de um processo de estímulo ao pensamento e às atitudes que o levaram a cometer esse tipo de crime.

José (nome fictício), garante que o aprendizado durante os encontros levou a uma mudança de comportamento e de atitudes. “Antes eu acreditava que era o dono da razão, tudo era da minha forma e da minha maneira, acreditava que o direito da mulher era não ter direito, hoje eu sei que os dois têm que caminhar juntos, com compromissos e obrigações iguais”, garantiu.

Segundo Silmara Conchão, Secretária de Políticas para as Mulheres, os agressores têm de ser responsabilizados pelos atos que cometem. “Não podemos ficar enxugando gelo na questão da violência contra a mulher, devemos sim atuar na origem do problema, para que a gente ressignifique o que é ser homem e ser mulher na nossa sociedade”, apontou.
Para a juíza da 2ª Vara de Direito da Comarca de Santo André, Tereza Cristina Cabral Santana Rodrigues dos Santos, “a partir do momento da condenação, nas sentenças, aplicamos benefício da suspensão condicional da pena, e não do processo. Como condição para isso encaminhamos o condenado para a Central de Penas Alternativas, envolvendo o projeto apresentado”, comentou.

Por:

Prefeitura de Santo André

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