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#DesGovernoAlckmin: Bancada do PT na Alesp tenta barrar reorganização da educação, alckmistas votam contra

De acordo com informações do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, amanhecemos esta terça-feira (24) com 137 escolas da rede pública estadual ocupada.

Na capital, a 7ª Câmara de Direito Público negou de forma unanima nesta segunda-feira (23) o pedido do governador Geraldo Alckmin para reintegrações de posse das unidades, e recomendou o diálogo entre as partes.

Mas, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a bancada governista não tem olhos para os jovens, nem para a justiça.

Na ultima quarta-feira (18), ou seja, um dia antes de o Palácio dos Bandeirantes tentar no tapetão esvaziar as manifestações legitimas dos estudantes dizendo que brecaria a reorganização por 10 dias, acontecia no parlamento paulista a aprovação do Projeto de lei (PL) 1.404/2015, de 28/10/2015, que aumenta o ICMS da cerveja (de 18% para 23%) e o do fumo (de 25% para 30%), o que deve significar mais R$ 9 bilhões para o governo Alckmin até o final de seu mandato.

No mesmo dia, os alckmistas aprovavam também o PL 1.405/2015, que institui o Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Estado, nos termos da Emenda Constitucional Federal nº 31, de 2000. Os recursos virão do aumento do ICMS para a cerveja e o fumo.

Com base na justificativa deste segundo projeto, que envolve educação e proteção à criança e ao adolescente, a bancada do PT na Alesp apresentou uma emenda ao projeto de lei de criação do fundo de combate à pobreza, para tentar barrar a “reorganização” de Alckmin, que levará ao fechamento de 94 escolas e à reestruturação de outras 782 unidades. É claro que a bancada governista rejeitou a emenda. O que deixa claro que Alckmin não pretende voltar atrás de sua intenção de encolher a educação no estado, apesar do aumento no orçamento.

Para o líder da Bancada do PT na Alesp, deputado Geraldo Cruz,  “esta foi uma noite histórica para o parlamento, ficou claro quem quer uma educação de qualidade, quem quer uma educação do tamanho de São Paulo”.

Leia na integra a emenda e a justificativa:

Artigo 3º – Com a instituição do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza – FECOEP, e como medida complementar, fica vedada qualquer reorganização ou readequação da Rede Estadual de Educação que implique fechamento de unidades escolares, decréscimo da oferta de salas, especialmente no ensino noturno; redução de quadro de pessoal, servidores e professores, desaparelhamento de unidades.

Justificativa:

A presente emenda reconhece que o combate e a erradicação da pobreza estão diretamente ligados a Educação, à manutenção de sua oferta regular e estruturada.

As bancadas do PT, PCdoB e Psol votaram a favor da emenda do PT, entre eles alguns entraram em obstrução para tentar barrar a aprovação do projeto.

Veja quem são os inimigos da educação:

  

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