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#Dilma liga PSDB a desemprego

Dilma ligaCandidata do PT diz que adversários “se ajoelharam” diante do Fundo Monetário Internacional

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT, afirmou ontem que a eleição no domingo “vai colocar de um lado aqueles que defendem emprego e salário e do outro aqueles que desempregaram, se ajoelharam diante do Fundo Monetário Internacional (FMI) e quebraram o Brasil três vezes”.

O meu governo deu oportunidades”, disse a petista, que participou de carreata em Cabuçu, bairro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao lado do candidato ao governo do Rio pelo PRB, Marcelo Crivella.

O PT apoia os dois candidatos que disputam o segundo turno no estado.

O outro é o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

“Peço a vocês que defendam o futuro do país, que digam não ao retrocesso, à perda de direitos.

Quero pedir a vocês que votem em nós, que temos uma concepção que coloca as pessoas no centro de tudo.

somos aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros.

Quero pedir humildemente, votem em nós no dia 26”, disse em seu discurso.

Crivella pediu votos para Dilma e afirmou que “ninguém fez mais pelo Rio do que os governos do presidente Lula”.

O candidato lembrou da atuação de Dilma na disputa pela redistribuição dos royalties do petróleo.

Ele disse que era preciso reconhecer a “voz do povo, a voz das ruas” e aproveitou também para alfinetar o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral e, como consequência, seu sucessor, Pezão.
A carreata percorreu cerca de um quilômetro e meio pelo bairro pobre.

Um grupo de apoiadores do PT seguia atrás da picape onde estavam os candidatos, que acenavam e davam autógrafos.

O senador Lindberg Farias (PT) e o deputado federal Anthony Garotinho (PR), ambos derrotados na disputa pelo governo do estado e que agora apoiam Crivella, também participaram da agenda conjunta de campanha e fizeram o trajeto ao lado dos dois candidatos.
Depois de fazer campanha ao lado de Crivella, em Nova Iguaçu, Dilma fez carreata de dois quilômetros com o governador Pezão em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), ficou o tempo todo ao lado de Dilma, assim como o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Paulo Melo (PMDB), e o deputado estadual Carlos Minc (PT).
Uma mulher de muleta tentou chegar até a presidente, mas, com a velocidade do carro e o tumulto em volta dele, não conseguiu.

Um eleitor entregou à petista um santinho em que ela aparece ao lado do ex-presidente Lula e ela o exibiu aos moradores.

O trajeto da carreata passou por conjuntos habitacionais e Dilma e Pezão acenaram para os moradores que estavam nas janelas.

A presidente fez selfies com eleitores que a abordaram e passou o percurso fazendo o símbolo de um coração com as mãos.

A petista não discursou nem falou com a imprensa em Padre Miguel.

Ela voltará ao Rio amanhã, para um comício na Cinelândia, em que deve estar também Lula.
GASTOS

A executiva nacional do PT aprovou ontem a elevação em R$ 40 milhões do teto de gastos das campanha de Dilma. O limite de despesas passará de R$ 298 milhões para R$ 338 milhões.

Antes do aumento, a previsão de gastos já era a maior entre os concorrentes ao Palácio do Planalto. Aécio Neves (PSDB) registrou teto de R$ 290 milhões e Eduardo Campos (PSB), substituído por Marina Silva, estipulou um limite de R$ 150 milhões.

Segundo fontes petistas, a elevação do teto de gastos é uma manobra contábil.

O objetivo é incluir nas contas de Dilma despesas com material produzidos por candidatos a governador que estamparam a imagem da presidente em seus panfletos e santinhos.

Na prática, significa que a campanha nacional vai assumir dívidas das estaduais.

Algumas campanhas locais, como a do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha em São Paulo, registraram despesas muito acima dos valores arrecadados.

 Fonte: .em.com.

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