Ex-deputado tucano, dono de jornais, é condenado à prisão

PT Santo André
Por PT Santo André abril 5, 2015 12:34

Ex-deputado tucano, dono de jornais, é condenado à prisão

*** O ex-deputado do PSDB Vittorio Medioli, empresário mineiro dono dos jornais Super Notícia e O Tempo, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão por crime contra o sistema financeiro; de acordo com o Ministério Público, o então deputado federal teria entregue a quantia a um doleiro brasileiro, que a enviou para uma conta do empresário na Suíça por meio da subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill na agência do Banestado em Nova York; Medioli foi uma dos investigados da Operação Farol da Colina, da Polícia Federal, que desarticulou esquema que enviou ilegalmente mais de US$ 3 bilhões para o exterior ***

O ex-deputado do PSDB Vittorio Medioli, empresário mineiro dono dos jornais Super Notícia e O Tempo, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão por crime contra o sistema financeiro.

O ex-parlamentar, que também pertenceu ao PV, foi investigado na Operação Farol da Colina, da Polícia Federal, que deflagrou um esquema por meio do qual foram enviados ilegalmente mais de US$ 3 bilhões para o exterior com uso da Beacon Hill Service Corporation.

A sentença foi expedida no dia 28 e divulgada na última terça-feira (3) pela Justiça Federal em Minas Gerais. Para a juíza do caso, Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte, o empresário não só sabia da existência da conta como detinha dos meios para abastecimento dela.

De acordo com o Ministério Público, as operações de Medioli foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil, equivalentes a cerca de R$ 3,8 milhões em valores corrigidos. Segundo as investigações, o então deputado federal teria entregue a quantia a um doleiro brasileiro, que a enviou para uma conta do empresário na Suíça por meio da subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill na agência do Banestado em Nova York.

Dono da Sempre Editoria, que publica os jornais O Tempo e Super Notícia, e do grupo Sada, entre outras empresas, Medioli disse que não sabia sobre o envio de recursos para o exterior, nem sobre o depósito em banco suíço. Mas fez retificação de declaração de renda para informar sobre a conta.

“Não se revela crível que recursos dessa monta tenham sido enviados e mantidos em conta no exterior de titularidade do acusado, a sua revelia”, afirmou a juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte.

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Por PT Santo André abril 5, 2015 12:34

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