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Florisvaldo Souza: “Vamos ter que focar em campanhas criativas e reforçar o nosso modo petista de governar para o PT ter êxito nas eleições 2016”

Florisvaldo Souza é secretário nacional de Organização do PT

Por: Fábio SalesPT-SP

Quais as prioridades na atuação do PT para este último bimestre e o ano de 2016?

As prioridades se baseiam em dois campos de atuação: o primeiro é a organização partidária, como forma de qualificar o partido e enfrentar os desafios da conjuntura. O PT precisa ir mais para os municípios, os diretórios chegarem até o conjunto de filiados e filiadas e, sendo assim, ampliar o diálogo sobre a atual conjuntura.

O segundo ponto é realizar a preparação para as eleições 2016. Isso significa mapear as possibilidades de disputa das prefeituras e organizar a chapa de vereadores, ou seja, trabalhar para reeleger e eleger prefeitos, bem como a bancada de vereadores. Além do mapeamento, atuar na linha de qualificação de candidatos e candidatas ao Executivo e Legislativo, assim como a militância para enfrentar a próxima campanha, num período diferente do que estávamos acostumados. Vamos ter que focar em campanhas criativas, formas alternativas de comunicação nas redes sociais e ações presenciais, além de reforçar o nosso modo petista de governar.

Quais as pautas que serão debatidas na Reunião do Diretório Semanal desta semana?

A reunião do Diretório Nacional deste 29 de outubro analisará a conjuntura política e econômica num amplo debate com a presença do ex-presidente Lula, governadores e presidentes dos diretórios estaduais. Além disso, o encontro vai dar a largada no processo eleitoral, ao discutir questões de como as direções irão trabalhar na aprovação das candidaturas.

A organização partidária, bem como a realização do Seminário de Táticas Eleitorais, ambas propostas oriundas do 5º Congresso Nacional (ocorrido em junho deste ano), também estarão em pauta.

Diante da atual conjuntura, qual o caminho para o PT se fortalecer, vencer as adversidades e ter êxito nas eleições 2016?

Continuar com intensas atividades nas defesas do governo Dilma, do PT e no legado do ex-presidente Lula. E São Paulo tem feito isso com propriedade, por meio da realização do Dia Mensal de Mobilização. Esta questão do impeachment sofreu forte abalo na atuação dos golpistas, mas não podemos vacilar.

Temos sofrido muitos ataques e o partido precisa reagir! Precisamos iniciar uma articulação política para combater o ódio e tolerância propagados por setores da direita conservadora e da grande mídia, normalizar a atuação política e criar as condições para ter um melhor diálogo com a sociedade e colaborar para que o governo retome o rumo do crescimento do país.

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