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No Governo Grana, Programa Remédio em Casa beneficia pacientes

Desde que a dona de casa Maria Bela dos Reis Danil, 89 anos, ficou acamada, há um ano, a filha dela, a ex-chefe de cozinha Maria Helena Daniluski Legnare, 48, executa a função de cuidadora. Entre as tarefas acumuladas no dia a dia, como dar banho, alimentação e medicação nos horários certos, uma das preocupações foi deixada de lado: se desdobrar para arranjar acompanhante para a mãe enquanto se desloca para retirar os remédios de uso contínuo.

A paciente é uma das 360 atendidas pelo Programa Remédio em Casa, da Secretaria de Saúde de Santo André, desde maio de 2014. Com o serviço, todas as pessoas do Melhor em Casa, antigo PID (Programa de Internação Domiciliar) do Ministério da Saúde, recebem em suas residências a medicação indicada pelo médico. Antes os familiares dos pacientes tinham de retirar os itens na sede do programa de atenção domiciliar ou em uma das UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

“Desde que ela (Maria Bela) desenvolveu todos os problemas que a deixaram na cama, tive de parar de trabalhar. Era um transtorno toda vez que precisava ir até a UBS buscar os remédios porque tinha de arranjar alguém para ficar aqui e cuidar dela”, lembra Maria Helena. Hoje a ex-chefe de cozinha recebe em casa, duas vezes ao mês, sempre às quintas-feiras, a medicação para hipertensão, calmante e material para curativo para a mãe, que sofre com o mal de Alzheimer.

A farmacêutica Karina Santos Rocha, gerente da assistência farmacêutica de Santo André, destaca que todos os pacientes que precisam são atendidos pelo programa e que as entregas são projetadas para acontecer até dois dias antes do término do medicamento. “A intenção é dar mais tempo para o cuidador se dedicar ao doente e evitar também que haja gasto com o deslocamento. A distribuição é feita por território. São sete áreas da cidade, então, um local por dia”, diz.

A primeira entrega para o paciente que acaba de ser credenciado no programa pode demorar até sete dias para ser realizada, garante Karina. A distribuição dos medicamentos está a cargo da empresa Intero Brasil, que oferece serviço de logística em mobilidade e gestão no mercado de Saúde. Os remédios prescritos pelo especialista são entregues por motorista credenciado, por meio de veículo ou motocicleta.

Conforme explica o diretor da empresa, Alexandre Ribeiro, o serviço de logística na área da Saúde tem o diferencial do atendimento prioritário. “Estamos lidando com produtos que garantem a sobrevida ou a qualidade de vida do paciente. A ausência da entrega pode ter sérias consequências, por isso, o deadline é algo a se preocupar”, comenta.

Além da parceria com a Prefeitura andreense, a empresa mantém contrato para a entrega de medicamentos a cerca de 3.000 pacientes do complexo do Hospital das Clínicas, na Capital. “Tentamos manter sempre os mesmos entregadores para criar vínculo com a família e humanizar o atendimento. Uma vez teve um fato curioso. Uma idosa que iria receber seu remédio em casa presenciou uma tentativa de assalto ao nosso motoboy, ligou para a polícia e evitou o roubo”, destaca Ribeiro.

Questionadas sobre a oferta de serviço semelhante, nenhuma das demais prefeituras da região informou ter ou planejar a ação.

Fonte:

DGABC

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