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O governo do PSDB quebrou o Brasil três vezes, diz #Dilma

mensalãoA presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) participou do primeiro debate presidencial, realizado pela Rede Bandeirantes, na noite  de (26/08), com críticas diretas ao senador mineiro e adversário na disputa eleitoral Aécio Neves (PSDB). Para a petista, a política econômica do PSDB quebrou o Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002).

Na primeira oportunidade de fazer a pergunta, Dilma se dirigiu a Aécio, afirmando que o Brasil tem a menor taxa de desemprego da história e indagou se o tucano adotaria “medidas impopulares”, como a redução do emprego e redução do salário mínimo, em alusão à estratégia econômica da gestão de Fernando Henrique. Em resposta, o senador respondeu que a presidenta “fala para trás”, porque tem receio de debater o futuro e criticou o baixo crescimento da economia nacional.

Dilma rebateu o oponente, dizendo que a inflação está sendo reduzida, lembrando que apesar do cenário de crise internacional, o Brasil segue gerando empregos. “A verdade é que o governo do PSDB quebrou o Brasil três vezes e foi ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Propôs que não se desse aumento de salários e tivemos redução salarial nesse período. Eu estou gerando 5 milhões de empregos, candidato. O fato é que o seu partido cortou salários e deu tarifaços” respondeu.

A candidata pelo PSB à Presidência, Marina Silva se direcionou à Dilma sobre os pactos junto à população, realizados após os protestos nas ruas de junho de 2013, indagando o que havia dado errado no cumprimento das promessas. Em resposta, a presidenta disse que as propostas deram certo, lembrando que seu governo aprovou uma lei que destinava 75% dos royalties do petróleo para Educação e 25% para Saúde.

“Nós também dissemos que íamos fazer o Mais Médicos, que é uma realidade, nós colocamos 14 mil médicos em todo o Brasil onde não tinha médico. Além disso, fizemos o compromisso com a estabilidade econômica, e cumprimos, a inflação está sistematicamente reduzida. Fizemos o compromisso da reforma política, mas não foi aprovada no congresso, acho que deveria passar por uma consulta popular Também fizemos compromisso com a mobilidade urbana, investimos milhões em metro, corredores e BRTs”, disse a petista.

Dilma e Aécio voltaram a travar embate a respeito do caso da venda da refinaria de Pasadena. O tucano criticou a gestão sobre a Petrobras. “Candidato, eu acho que o senhor desconhece a Petrobras. Hoje é a maior empresa da América Latina. Passou do seu governo de 15 bilhões no governo do PSDB para 110 bilhões. Descobrimos o pré-sal. Levamos 31 anos para produzir 500 mil barris dia. Em três anos nós tiramos 540 mil barris/dia. Em 2018, o Brasil se transformará em um grande exportador de petróleo”, respondeu.

Em discurso vago e cobrada pela falta de coerência pelos oponentes no debate, Marina disse que, se eleita, irá reduzir o número de ministérios, mas não respondeu à pergunta de Dilma sobre quais pastas cortaria em sua gestão.

Reforma Política – Em uma das declarações mais polêmicas no encontro entre os presidenciáveis, Aécio se colocou contrário ao plebiscito popular pela constituinte da Reforma Política, proposta defendida por Dilma, já que a matéria segue estagnada há anos no Congresso Nacional. “É normal que o candidato Aécio diga isso porque sempre tiveram muito receio de participação social”, retrucou a presidenta.

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