O PARTIDO

Petistas não aceitam “jogo rasteiro” da oposição

Deputados petistas ocuparam a tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (16), para criticar a tentativa da oposição conservadora de abrir processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Na véspera, o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), fez uma questão de ordem ao presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) questionando como seria o processo de tramitação dos pedidos de impeachment apresentados à Câmara.

O “jogo rasteiro” da oposição foi denunciado pelo deputado Ságuas Moraes (PT-MT). Para ele, os oposicionistas não se conformam com o resultado das eleições. “Logo após o resultado das eleições chegaram a duvidar da urna eletrônica, chegaram a duvidar do resultado eleitoral e começaram as movimentações no sentido de garantir um terceiro turno. Não podemos aceitar essa tentativa de golpe da oposição, porque a presidenta Dilma foi eleita legitimamente pela maioria do povo brasileiro. E esta Casa tem que ser a guardiã do processo democrático, e não o contrário”, enfatizou Ságuas, que é um dos vice-líderes da bancada petista.

“Faz parte do jogo democrático a oposição apontar erros nos governos. O que não faz parte do jogo democrático é tentar dar golpe, é tentar impedir o processo democrático”, acrescentou Ságuas.

Em aparte durante o pronunciamento de Ságuas Moraes, o deputado Bohn Gass (PT-RS) também criticou a tentativa de golpe da oposição e lembrou o caos que significou o governo dos que hoje querem derrubar a presidenta Dilma. “O Brasil viveu e conheceu esse desastre com inflação alta, sem programas sociais, juros altos, privatizações, busca de recursos internacionais, submissão ao Fundo Monetário Internacional e sem políticas educacionais, sem o Minha Casa, Minha Vida, salário mínimo abaixo de 100 dólares, ou seja, uma situação inaceitável”, lembrou o parlamentar gaúcho, rejeitando qualquer possibilidade de retrocesso.

Já a deputada Moema Gramacho (PT-BA) se disse surpresa com o fato de a manobra golpista ter sido deflagrada justamente por um partido que tem no seu histórico a marca do autoritarismo e da corrupção. “Já foi Arena. Já foi Pêfele, como a gente chama na Bahia, o PFL. Agora é o DEM. Mas quis se fundir com o PTB e não ficar com o nome de DEM, queria o nome do PTB. O PTB saiu debaixo e não quis.Quando ACM era vivo, alguns baianos diziam: ‘eu vou votar nele, porque ele rouba, mas faz’. Era assim que ACM era chamado: o que rouba, mas faz. Agora, estamos vendo o presidente da OAS ser preso, mas a sigla OAS era chamada na Bahia por populares de ‘obras arranjadas pelo sogro’, referindo-se ao genro de ACM. É esse DEM que tem moral para vir aqui pedir o impeachment da presidenta Dilma?! Faça-me uma garapa!”, ironizou Moema.

 

Fonte: PT na Câmara

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