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SOLTA A VOZ: RAFAELA STEPHANELLI

O Solta a Voz dessa vez é com a Rafaela Stephanelli. Confira:

“Embora tenhamos conquistado direitos básicos – que sempre foram fundamentais aos homens, a luta das mulheres sempre foi intensa e essencial. A luta por igualdade no Brasil é constante, pois ainda nos dias de hoje as mulheres recebem salário menor que o dos homens brancos, a taxa de feminicídio é a quinta maior do mundo, sofrem com a imposição de padrões de beleza, e etc .

Em relação à politica, as mulheres são minoria no congresso. Algumas medidas são necessárias para que isso não seja mais uma realidade. Flavia Biroli, professora de Ciência Política na UNB, lista seis ações que podem aumentar a participação na política: cobrar o TSE, cotas para financiamento de campanhas, reagir contra misoginia no Congresso, cotas na direção dos partidos, inclusão de mulheres negras e indígenas, e ensinar que política também é lugar de mulher. O Partido dos Trabalhadores tem como responsabilidade respeitar a diversidade nas direções municipais, estaduais e nacional, através da igualdade de gênero e cotas para juventude, negros e indígenas.

Em 2010, o Brasil elegeu a primeira presidenta do país, Dilma Rousseff. Em seu governo, a petista avançou no debate contra violência doméstica, independência financeira da mulher e representatividade na política. Além disso, criou o projeto Casa da Mulher Brasileira, destinado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica oferecendo atendimento psicológico, assistência jurídica, busca de emprego e qualificação profissional. Rousseff foi brutamente atacada por uma sociedade machista e patriarcal na tentativa de desestabilizar sua figura política. Além disso, outras mulheres como Maria do Rosário e Jandira Feghali também foram agredidas.

Isso demonstra que embora tenhamos conquistas a comemorar, ainda temos pelo que lutar, e provavelmente, isso nunca acabe. Nosso dever é continuar empoderando as mulheres e dando a oportunidade de estarem no local em que quiserem.

Vote em mulheres, dê maior visibilidade para candidaturas femininas, pois apenas com mais mulheres com decisão nos espaços de poder é que poderemos caminhar para uma sociedade livre de machismo e melhor pra todas e todos.”

Rafaela Stephanelli é cientista social, professora, servidora pública municipal, milita na JPT e dirigente do PT Santo André.

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